Previsões sobre o futuro das câmeras fotográficas

É incrível pensar que a fotografia viveu por mais de 150 anos sem grandes mudanças, até que a tecnologia digital chegou e mudou completamente, e para sempre, a vida de qualquer pessoa. Foram câmeras com super autofocos e maior velocidade de cliques por segundo que apareceram e começaram a transformar completamente o mundo fotográfico.

Neste contexto, existem algumas “previsões” dos rumos que a fotografia poderá tomar nos próximos anos. Mais realistas ou não, todas elas apresentam pensamentos muito aceitáveis.

Câmera HDR

Desde que surgiu, as imagens em High Dynamic Range conquistaram milhares de fãs por todo mundo, fazendo alguns fotógrafos produzirem um portfólio inteiro com esse estilo de fotografia. A verdade é que essa tecnologia é mais abençoada do que muitos imaginam. Atualmente as pessoas se aproveitam das layers para criarem imagens artísticas, elas quase sempre fogem da idéia de fotografia. Mas imagine se uma câmera tivesse a capacidade de fotografar em HDR, seria maravilhoso obter imagens com exposições totalmente balanceadas sem grande esforço. A primeira câmera com essa tecnologia já foi criada, a Pentax k-7, que captura várias imagens e leva cerca de 10 segundos para montar a imagem final que ainda não é tão perfeita assim. Mas imagine uma exposição balanceada e perfeita com apenas um clique!

Pentax k7

ISO infinito

Atualmente a tecnologia digital já alcançou o ISO 102.400, e a câmera que é capaz disso tudo é a nova Canon EOS-1D Mark IV, que custa cerca de 17 mil reais. Agora pense em um ISO de alcance ilimitado, que nos permitirá fotografar cenas que estão quase imersas na total escuridão, mesmo que as sombras tornem-se verdes (o que tende a acontecer). Isso seria maravilhoso e nos permitiria capturar imagens noturnas perfeitas sem precisar de flash!

Simulador de grão

Granulação não é ruim! Há alguns anos atrás, fotógrafos compravam filmes baseados na sua granulação (que caem muito bem em imagens p&b). Na fotografia digital temos o ruído, que é diferente da granulação, porque apresenta pontinhos coloridos – com mais frequência em áreas escuras – e compromete a nitidez. Muitas pessoas gostam de aplicar granulação na hora de editar as fotografias, então, por quê não acrescentar esta opção na própria câmera para economizar tempo aumentar a criatividade?

Câmera 3G

Já existem alguns cartões que ativam uma conexão Wi-Fi a uma certa distância, através da ajuda de um roteador para transferir os arquivos para o computador. Mas seria muito bom ter internet 3G disponível dentro do próprio equipamento, permitindo uploads instantâneos para os blogs, medias sociais e sites de compartilhamento de imagens, como o Flickr. Bom né?

Câmera GPS

Há poucas câmeras em testes com essa possibilidade. Seria bastante útil para tagear geográficamente todas as fotografias que capturarmos e facilitar a organização.

Baterias universais

Não se sabe por qual razão as fábricas gosta de criar uma bateria diferente para cada câmera que cria (na verdade sabemos). Até existem algumas diferenças de qualidade de umas para as outras, mas que bom seria se houvesse um único modelo de bateria. Isso baixaria o preço das baterias e faria a alegria de muitos fotógrafos que sofrem com as inúmeras baterias que acabam “colecionando”.

Objetiva multifuncional

O sonho: zoom rápido, que cobre desde a grande angular até uma telefoto e é compacta (não pesa uma tonelada). Uma só objetiva 15-250mm com f/1.8, leve, pequena e com capacidade macro. Sonhou? Quer uma, não é? :-P

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  • http://www.guilhonfotografia.com.br Eduardo Guilhon

    Alguns desses elementos já se toram quase reais e outros fisicamente impossível.

    O ISO não infinito, mas muito mais alto dentro de alguns anos pode ser possível, através do silício negro, esse tem a possibilidade de ser 100 a 500x mais sensível a luz do que o silício atual, o silício atual em placas solares absorvem 33% em media da energia que chega, o silício negro absorve acima de 90%. O o melhor é que com adaptações relativamente simples é possível que as fabricas possam transformar o tradicional no silício negro.

    Ja sobre a lente isso é fisicamente impossível ter uma 15-250mm com f/1.8. A não ser que descubram algo que sugue a luz rs… mas ai a vamos ter serias mudanças na física em geral.
    Com iso alto e baixo ruido é possível fazer lentes 15-250 mas com talvez f/8 por exemplo, já que temos iso alto temos maior sensibilidade a luz e podemos usar diafragmas mais fechados sem problemas. Uma lente dessas em 1.8 iria pegar centenas de kilos, pois trabalhamos com parte mecânica e não elétrica/software.

    Mas mesmo assim nos coloca para pensar sobre o futuro não tão distante assim. Parabéns.