Como enxergamos sem as câmeras
Fotografar é uma experiência maravilhosa. Até hoje ainda não descobri se é melhor fazer os clicks ou conferir as imagens prontas. A verdade é que todo esse processo é muito bom, até mesmo quando precisamos fazer retoques cansativos, mas que nos deixam felizes ao ver uma fotografia do jeitinho que queríamos. E os retoques são muito mais que necessários. A razão: as câmeras nunca registram as coisas da maneira como as enxergamos.
Podemos identificar os olhos e o cérebro como a melhor “tecnologia” visual existente. Você já parou para pensar na “câmera” que possui na cabeça? É indiscutível. Possuímos o sistema mais avançado de foco e exposição automáticos disponível. Descobri há pouco tempo que nossa memória pode armazenar mais de 70 anos de imagens. Além do fato de que basta abrir os olhos para interpretar imediatamente algumas das cenas mais complicadas, do ponto de vista visual.
Há alguns dias fiquei brincando de fotografar com os olhos e percebi como somos capazes de mudar o foco do que vemos de maneira tão rápida. Faça o teste: coloque um dedo na frente dos olhos, bem perto do rosto, olhe para o dedo e depois para o fundo; qual câmera fotográfica faz essa medida tão rápido? Essa minha loucura momentânea me fez pensar que raramente refletimos sobre como é possível uma fotografia mexer com nossas emoções. A expressão fotográfica está diretamente ligada com a maneira que enxergamos as coisas sem a câmera.
Complicou? Eu explico… Se uma fotografia tem medições de luz, foco e enquadramento perfeitos ela mostrará uma imagem como você teria visto com seus próprios olhos. Além de outros fatores (pessoais e emocionais), a foto mais fiel ao que você enxerga quando fotografa é a que mais encantará o observador.
Por isso acho tão importante que os fotógrafos observem o que desejam fotografar com os próprios olhos antes de fazer o clique. Nossos olhos, trabalhando junto com o cérebro, enxergam e compreendem uma quantidade quase que infinita de partes claras e escuras de qualquer cena. Já a fotografia é bastante limitada neste aspecto, exatamente por esta razão existem tantos adeptos à fotografia em HDR. As fotografias que capturamos poderão ficar muito melhores se compreendermos as limitações que as câmeras têm com relação ao que enxergamos através de nossos olhos.
Depois disso, cairemos novamente no que falei no começo do texto: os retoques são muito mais que necessários. Uma fotografia bem executada pode ficar muito mais atraente quando aproximá-la da realidade que você testemunhou, com a ajuda de um programa de edição. Quem foi que disse que sua função é só pegar a câmera e apertar um botãozinho?
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http://interpretanteimediato.wordpress.com/ Tereza Jardim
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http://alentemente@blogspot.com Rique Fróes
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Eliane Terrataca
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Eliane Terrataca



“Fós Grafê” são duas palavras gregas que, unidas, também significam “desenhar com luz” e dão nome a este blog que pretende reunir informações sobre fotografia. 

